segunda-feira, 24 de Julho de 2006

Já me atrevi

Quero acometer um atrevimento agora enquanto me imaginas, e percorres as letras que escrevo, como se fossem os meus dedos pelo teu corpo.
(Que atrevimento? Hn? Sorris? Talvez)
Quero descolar-me dos meus sentires confusos, abrir uma janela dos meus pensamentos, com os dedos transbordantes de desejos e profanar-te o amor.
Descobrir uma passagem dos meus desejos e saltar, com uma perna, depois outra e depois o resto do corpo, até me sentar na tua frente, com o sorriso no cara e nas minhas costas os teus braços reconfortantes.
Já me atrevi? Hn?
Encosto a minha testa no teu ombro, sinto-te a respiração acelerada, e os teus lábios semi-abertos de espanto, e com os dedos envolventes traças linhas imaginárias no meu corpo, dançando por ele, como que confirmando que estou aí.Tocas-me com os teus olhares despojados e afagas-me o corpo com o calor do teu, sem pronunciar palavra, deslizas os teus dedos pelo meus cabelos rebeldes até repousarem no meu rosto, onde descansam por momentos, prosseguindo a sua caminhada pelos meus lábios e continuando a descer. Demasiado arrojo? Talvez.Suspiros. Meus e teus.Deixo-me deslizar pelo que insistentemente queres que seja, sem o ser. E sento-me no teu colo, insolente. Aproximo os meus lábios do teu coração, ainda sem uma palavra, ainda sem conseguir que toques o meu, como eu o teu. Aconchego-me no calor do teu colo, e provoco-te. Sinto as cócegas na barriga com a estranheza de quem não se reconhece. Sussurro-te o meu medo, sem falar. Não consegues alcançar nem compreender, talvez com medo da imensa incompreensão criada pelos nossos olhares desordenados. Encostas o teu peito no meu, e sinto-o a acometer o meu. E depois… receio perder-te com o mesmo atrevimento, aqueloutro, em que sou a tua visita insolente e corrompida de amor.
Já me atrevi, vezes sem conta! Hn?!

1 Rebuçados:

MArco disse...

sem palavras tou bokiaberto !! continua k adoro ler o k escreves!!reconheçome em certa coisas!jinhux miga